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Resenha: Juntos e Sem Destino, de Giovana C. Soares

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Eu sou uma leitora desconfiada. Eu vou lendo o livro com muita atenção, com meus neurônios prontos para detectar algum problema no enredo, algum deslize de gramática. E, infelizmente, encontrei ambos em “Juntos e Sem Destino”.



O livro conta a história do improvável casal Leila e Henrique. Ela é sonhadora. Ele é mulherengo, irresponsável, e inalcançável. Em uma festa eles se beijam e transam, mas na manhã seguinte presenciam um assassinato. A partir de então têm de fugir do assassino, que está eliminando as testemunhas do crime uma a uma. Vamos aos pontos positivos e negativos do livro: Pontos positivos: A autora tem um vocabulário amplo, embora cometa alguns deslizes (“cavalheiro” em vez de “cavaleiro”, “intensão” e a “uncle boot” que deveria ser “ankle boot” – afinal, “uncle boot” significa “bota do tio”).Momentos de suspense: com assassinato e perseguição na trama, os momentos de tensão eram aqueles que mais me agradaram durante a leitura. Pontos negativos: Poucas descrições no suspense: …

Desafio Criativo: Continue a história...

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Este post é parte do Desafio Criativo do Grupo Projeto Escrita Criativa do qual faço parte no Facebook. Como escritor, é sempre bom ter sua criatividade posta à prova e ser tirado – agarrado, à força, ainda que amordaçado – de sua zona de conforto! PS: A parte inicial da história está em itálico. Vamos lá: Este conto não é recomendado para menores de cinco anos.
Luisa e André formam o casal perfeito, todos ao redor invejam o casal, afinal eram bonitos, bem sucedidos, carismáticos, ajudavam o próximo e se amavam acima de tudo. Mas o que ninguém sabia é que a perfeição tem um preço e quando todas as luzes se apagam e apenas uma fica acesa... É hora de Luisa e André focarem nas suas fantasias. Uma hora a fantasia envolve marinheiros e sereias, na outra médicos e enfermeiras. Uma hora parece que eles estão no passado, na Era Vitoriana, no Velho Oeste. Ele é o caubói, ela é a dançarina do saloon, pronta para apresentar seu número de can-can. Uma hora ele está sem roupa, na outra é ela que fica n…

Resenha: Os 13 Porquês, de Jay Asher

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ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS A vida de Clay Jensen muda completamente quando Hannah Baker, uma garota da escola de quem ele gostava, comete suicídio. Claro, todo adolescente é impactado pelo seu primeiro contato com a morte, mas o caso de Clay é mais profundo. É a morte de seu primeiro amor, e ele logo vai descobrir que teve um pouco de responsabilidade nesta morte. Um dia Clay recebe uma caixa com 13 fitas cassete gravadas por Hannah logo antes de cometer suicídio. Em cada fita há um personagem principal, que a levou um passo mais perto de se matar. Cada culpado deve escutar todas as fitas e passar a caixa adiante para o próximo da lista. Se a “corrente” for interrompida, um segundo conjunto de fitas será divulgado, desta vez não apenas para os culpados, mas para todos do colégio. O que será que Clay fez de errado? Ele não consegue imaginar uma única coisa que tenha feito para magoar ou machucar Hannah. Por isso ele mente para a família, sai de casa, não come, não dorme, não faz nada at…

Resenha: Tinderela, de R.M Cordeiro

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Foi necessário um voo de três horas em um avião sem televisão para que eu me voltasse para um dos e-books há muito comprados na Amazon e praticamente esquecidos no aplicativo do Kindle. Meu escolhido foi “Tinderela”, que tem o sugestivo subtítulo “A procura do amor na era digital”. O livro conta as aventuras de Rafaela, fisioterapeuta, no mundo da paquera virtual. Ela é convencida por uma amiga a testar o Tinder, aplicativo de paquera e namoro, e isso dá início a uma divertida série de encontros e, acima de tudo, desencontros amorosos. É uma crônica interessante e, sobretudo, despojada da nova dinâmica das relações quando o mundo virtual se encontra com o real. Bem ao estilo das séries norte-americanas que já fazem parte do nosso cotidiano, a vida amorosa de Rafaela inclui encontros casuais, sexo e várias neuras por “detalhes” como acrobacias na cama, beijos molhados demais e dentes lascados. É real, mas é duro de ler que “no segundo encontro, ela não quis arriscar que ele a largasse e a…

TAG – The Versatile Blogger Award

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Há um tempão - dois meses, para ser mais precisa – a Viviane do blog Vivi Cherry me indicou em uma TAG muito fofa, a The Versatile Blogger Award. Obrigada, Vivi!
As regras da TAG são:
Agradeça o blogueiro que te indicou (FEITO); Inclua nesse post um link de volta para o blog que te indicou (FEITO); Nomeie 15 blogueiros que você gosta de acompanhar, ou que você siga regularmente (DIMINUÍ PARA CINCO); Avise os blogueiros que foram indicados; Compartilhe 10 fatos sobre si mesmo; Adicione a imagem do prêmio The Versatile Blogger Award (FEITO).
Aqui vão os 10 fatos sobre mim (que você não quer saber, mas vai ficar sabendo mesmo assim):
1- Quando eu era criança, eu adorava miojo. Tipo, em comia todo dia no almoço. 2- Eu adoro corgis, e sigo dezenas deles no Instagram. 3- Eu amo comida japonesa! 4- Se eu pudesse, apagaria todas as memórias que tenho de antes dos 18 anos. 5- Na minha humilde opinião, a melhor caipirinha é com saquê. 6- Eu costumo ler as revistas da última página para a primeira. 7- Mapa ast…

Blogagem coletiva: Sinais de que você está envelhecendo

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Este post é uma blogagem coletiva do projeto Liga Nerd Girls.
Quando é este momento exato em que temos um “clique” e percebemos que estamos envelhecendo? Seria quando aparecem os primeiros fios de cabelo branco? Ou quando você é chamado de “senhor” ou “senhora” por um vendedor de loja? Quando você fica feliz em ter um cartão de desconto da farmácia? Ou quando você troca uma festa por uma noite em casa vendo TV? Se for esta última, já estou velha faz tempo. Ou melhor, já nasci velha, por este e outros motivos. Porque eu nunca me interessei pelas bandas e artistas “do momento”. Porque eu conheço um monte de músicas do Frank Sinatra de cor. E acho isso supimpa. "Age is a state of mind, Leonard. In here, I'm 90" - Cooper, SheldonVejamos meu mais recente episódio de horror com os jovens de hoje. Numa quarta à noite, entro alegremente no Twitter e vou conferir os trending topics. E é assim que eu descubro que um dos assuntos mais comentados no mundo é o vídeo de um funkeiro, cert…

Blogagem Coletiva: o que já deixei de fazer por ser mulher

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Pensando neste importante momento de “primavera feminista”, as meninas do Clube de Cartas propuseram, como um dos temas da blogagem coletiva do mês de junho, “o que já deixei de fazer por ser mulher”. Vejamos... Será que eu devo começar do básico? Sair por aí despreocupada, escolher minha roupa sem pensar duas vezes no que as outras pessoas vão achar, andar de noite na rua, exercer meu direito de ir e vir, ter minha opinião levada a sério por pessoas do sexo oposto... Não, além disso tudo, resolvi focar em uma coisa. Escolhi uma coisa só. Mas que coisa! O que eu já deixei de fazer por ser mulher?  DEIXEI DE SER VALORIZADA PELO QUE EU SOU. Explicando: cresci numa cultura de culto da imagem muito restrita, antes ainda da invasão nerd e loser das séries que focavam os outcasts. Era uma época pré The Big Bang Theory, pré Glee, pré comemoração do dia da toalha / dia do orgulho nerd. Eram tempos difíceis aqueles. Eu era gordinha, era (e ainda sou) baixinha e sofria com a odiosa acne. E, por isso,…